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FETPESP reúne lideranças do setor para debater os impactos do fim da escala 6×1 no transporte de passageiros

FETPESP reúne lideranças do setor para debater os impactos do fim da escala 6×1 no transporte de passageiros

Em evento híbrido, especialista da WPLEX apresenta estudo que aponta aumento de cerca de 20% na demanda por motoristas e nos custos das empresas; entidades cobram atenção do poder público à sustentabilidade do setor.

 

São Paulo, 17 de junho de 2026 – A Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado de São Paulo (FETPESP) promoveu nesta quarta-feira (17), em sua sede, na Avenida Paulista, o evento “Fim da escala 6×1: impactos, desafios e perspectivas para o transporte de passageiros”. Em formato híbrido, a iniciativa reuniu dirigentes e lideranças do setor presencialmente e transmitiu o debate ao vivo pelo YouTube, com o objetivo de analisar tecnicamente os efeitos da redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6×1 sobre a operação, os custos e a disponibilidade de profissionais no transporte coletivo.

 

 

A palestra principal foi conduzida pelo engenheiro Wan Yu Chih, diretor de negócios da WPLEX Software, que apresentou um estudo desenvolvido a partir de modelos matemáticos e validado com dados reais de empresas clientes em todo o país. Segundo o levantamento, a adoção da escala 5×2 deve provocar um aumento da ordem de 20% na quantidade de motoristas necessária e um crescimento equivalente nos custos com pessoal, além de exigir a renegociação de contratos, tarifas, subsídios e acordos coletivos e a remodelagem completa da forma de elaborar as escalas – modelo consolidado há mais de cinco décadas no Brasil.

 

 

Um dos pontos centrais da apresentação foi o impasse em torno da jornada diária. Como 100% dos acordos coletivos do Estado fixam um limite diário de horas – 7h20 na maioria das cidades e 7h na capital paulista –, a migração para a escala 5×2, limitada a 40 horas semanais, deixaria cerca de 3h20 semanais não trabalhadas por motorista, abrindo divergência sobre a possibilidade de elevar a jornada de 7h20 para 8 horas. O estudo apontou ainda um efeito aparentemente paradoxal: com a redução de dias trabalhados, horas extras e diárias, o salário efetivo do motorista tende a cair entre 4% e 8%, ao mesmo tempo em que o custo total das empresas com pessoal aumenta entre 14% e 19%, conforme o entendimento jurídico que vier a prevalecer.

 

 

O especialista detalhou ainda o cronograma de transição previsto após a eventual aprovação no Senado, o impacto sobre a remuneração dos motoristas e os riscos operacionais para as empresas, e apresentou ferramentas técnicas, como o simulador de escalas disponibilizado gratuitamente ao setor. O debate contou com a participação de presidentes de entidades nacionais e estaduais e de dirigentes empresariais, que trouxeram a perspectiva dos diferentes segmentos – urbano, metropolitano, rodoviário intermunicipal, fretamento e escolar.

 

 

Alcance e repercussão

 

Reunindo um público qualificado de dirigentes e técnicos na sede da Federação, o evento teve forte repercussão também no ambiente digital. A transmissão ao vivo registrou mais de 500 visualizações, com picos de 219 espectadores simultâneos e tempo médio de acompanhamento superior a 35 minutos. O chat reuniu 130 mensagens de participantes de diversos estados, reflexo do interesse nacional pelo tema.

 

 

O que disseram

 

“Se aprovada, a medida vai causar um impacto enorme em todas as empresas de transporte do Estado de São Paulo, tanto em custo quanto no número de motoristas que precisaremos admitir. A escassez de motoristas atinge todos os segmentos – o fretamento, o rodoviário e o urbano. A iniciativa da Federação foi justamente elucidar o que está por vir e começar a enfrentar esse desafio; estamos trabalhando junto à NTU e à CNT em busca da melhor solução.”

— Mauro Artur Herszkowicz, presidente da FETPESP

 

 

“Os estudos apontam um forte impacto, da ordem de 20%, na quantidade de motoristas, e um aumento semelhante nos custos. É um processo em que, contrariamente ao ideal do ganha-ganha, todos perdem: a empresa, o poder público, o motorista e o passageiro, sobre quem a conta acaba recaindo. E problemas complexos não têm soluções simples – a saída passará por um grande entendimento entre poder público, empresas, motoristas e população.”

— Wan Yu Chih, engenheiro e diretor de negócios da WPLEX Software

 

 

“A questão da 5×2 traz uma mudança que classifico como estrutural para o nosso setor. Mais do que o impacto nos custos, ela altera a própria competitividade do transporte coletivo e exigirá uma mudança de modelo e das condições de financiamento do setor. Mais do que nunca, precisamos estar unidos nesse esforço.”

— Edmundo Pinheiro, presidente da NTU

 

 

“Estamos vivendo um momento difícil em que todos os setores, e não apenas o transporte, serão afetados por essas escalas – e quem mais sofre é o trabalhador. Precisamos avaliar com responsabilidade o que teremos pela frente.”

— Milton Zanca, presidente da FRESP

 

 

Acesse o conteúdo técnico e o simulador de escalas

Hub de Conhecimento WPLEX – “Fim da escala 6×1”

Materiais, artigos e o simulador de escalas 5×2 – disponibilizado gratuitamente ao setor – estão reunidos no hub de conhecimento da WPLEX. Acesse o site, clique no botão “Fim da escala 6×1” e simule o impacto na sua operação.

Site: www.wplex.com.br

Palestrante: Eng. Wan Yu Chih – Diretor de Negócios da WPLEX Software (contato@wplex.com.br)

 

Apoio institucional e de divulgação

O evento contou com o apoio institucional e de divulgação da NTU (Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos), da FRESP e dos sindicatos filiados à FETPESP: SETPESP, SETMETRO, SPURBANUSS, SETCAMP, SINDSAN, INTERURBANO, GUARUSET e SETC/ABC.

 

 

Sobre o palestrante

Wan Yu Chih é engenheiro naval, economista e mestre em engenharia pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Iniciou a carreira na CMTC de São Paulo, foi diretor de operações da DHL Express e diretor de gestão da SPTrans. Atualmente, é responsável pela área de negócios da WPLEX Software, com mais de duas décadas de atuação em soluções de programação horária e escala de motoristas para empresas de transporte de todo o país.

 

 

Sobre a FETPESP

A Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado de São Paulo (FETPESP) representa o setor de transporte de passageiros paulista – urbano, metropolitano, rodoviário intermunicipal e correlatos – e reúne os sindicatos das principais regiões do Estado. Com sede na Avenida Paulista, em São Paulo, atua na defesa dos interesses do setor, na mobilização institucional e na promoção do debate técnico sobre os temas que impactam a mobilidade e o transporte coletivo.

 

Informações à imprensa

FETPESP – Assessoria de Comunicação  |  Av. Paulista, 2073 – São Paulo/SP  |  comunicacao@fetpesp.org.br  |  WhatsApp: (11) 94155-8008

Publicado por: Revista Sou + Ônibus

17 de junho de 2026