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A aprovação, na Comissão de Viação e Transportes da Câmara, da proposta que anistia a taxa de fiscalização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) referente a 2020 e 2021 recoloca no radar das empresas um tema com impacto direto no caixa: custo regulatório.
Embora a notícia já seja conhecida pelo setor, o ponto central agora é dimensionar o efeito prático. A taxa anual, fixada em R$ 1.800 por veículo habilitado, incide sobre cada ônibus autorizado no transporte interestadual e internacional. Para empresas o valor acumulado no período da pandemia pode representar um montante expressivo, especialmente considerando o cenário de demanda reprimida vivido naquele momento.
Caso a proposta avance, o efeito será imediato na estrutura financeira das operadoras:
Empresas que já quitaram os valores poderão pleitear compensação futura, o que, se regulamentado de forma clara, também contribui para equilíbrio financeiro e previsibilidade.
Antes da proposta, a inadimplência poderia gerar inscrição em dívida ativa, aplicação de multa e juros, restrições na emissão de certidões negativas e entraves junto à ANTT, afetando renovação de autorizações e expansão de frota. Ou seja, além do impacto financeiro, havia risco operacional.
Se confirmada nas próximas etapas, a anistia poderá representar um alívio regulatório para o transporte rodoviário de passageiros, com reflexos diretos na capacidade de investimento, na competitividade e na sustentabilidade das operações.
Publicado por: Patrícia Cré
27 de fevereiro de 2026
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